quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Entraste

E é quando menos esperamos que algo que pensamos nao existir aparece á nossa frente sem sequer pedir autorizaçao. E ai entras tu.
Comecei o meu dia muito calma , tranquila, de ida a Lisboa. Mal sabia eu que ... te ia encontrar.
Entrei pela porta segura de que ia ser normalissimo como todas as outras anteriores aquela, mas nao. Quando entro e decidida começo a caminhar reparo que algo esta diferente, a minha vibraçao esta diferente. E ai entras tu.
Senti-me nervosa, criança de novo. Sem pensar duas vezes e, principalmente, sem puder deixar escapar a oportunidade de te ver de novo arrisquei. Dei por mim a escrever, com as borboletas no estomago, o meu numero num papel. Sem saber quem eras, de onde vinhas e o que tinhas para me dar. Se é que tinhas, naquele momento. Nada disso interessava. Escrevi e pedi que entregassem. Nao demorou mais de cinco minutos para receber um sms. Mal o telefone tremeu senti que eras tu. Mas o que me fizeste para sentir tudo isto?? É bom!
Naquele curto espaço de tempo trocamos inumeras sms, inumeros sorrisos e olhares. Sinto-me bem assim, nem sei bem porque. Sera possivel ? E ai entras tu.
Foste embora, mas antes vieste ao pé de mim e beijaste-me a face. Com um beijo longo e doce, como ja nao recebia a algum tempo. Pensava que ja nao existiam beijos assim. E ai entras tu.
Vi-te ir de costas, olhas-te para tras e sorriste-me. Trocamos mais umas sms e fizemos planos, nossos.
Fui no autocarro a pensar como seria , como será. Mas o que me esta a dar ? nao sei, nao me sais da cabeça. Será possivel ? E ai entras tu.
Falámos ao telefone , ouvi-te rir e ai pensei: Sim é possivel! É mesmo ele! Onde sempre foste tu a personagem principal, R.

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